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  • Angélica Guimarães

CORPO E EXPRESSÃO NA PESSOA OBESA



A obesidade é uma condição complexa e tem na sua etiologia um caráter multifatorial, englobando fatores fisiológicos, psicológicos e culturais.

As emoções que desencadeiam o ato de comer que muitas vezes acontece descontroladamente, tem significados particulares.

Dessa maneira, o obeso estabelece com a comida um vínculo que muitas vezes permanece durante a vida como uma forma de resolver qualquer tipo de problema.

O trabalho da psicologia é de extrema importância, pois tem o objetivo de resgatar o olhar para os aspectos emocionais e levar o paciente a buscar junto com sua história, quais as possíveis causas de seu problema, no caso aqui a obesidade e em muitos casos outras doenças associadas por conseqüência de sua obesidade.

Gilberto Safra coloca: Todo adoecimento conta uma história. Todo adoecimento fala algo para o outro. Se centrarmos somente no modelo funcional do corpo – que um determinado adoecimento é um mau funcionamento, esquecemos a essência do corpo humano e então deixamos de acessar todo o questionamento que este adoecer revelará para o indivíduo.

O corpo traz marcas. O corpo é relacional. O corpo é a memória do outro em nós mesmos. O corpo é ainda transgeracional carregando a memória dos nossos pais e avós. Trazemos no nosso corpo a história da nossa própria família.

Todo ato humano está referido ao passado e ao futuro e assim o indivíduo doente pode estar se referindo ao passado e a um sonho futuro. Será um drama quando o indivíduo vive a dor sem um futuro e, então, o terapeuta terá que ajudar essa pessoa a vir a ter um sonho: possibilitar que a dor seja a passagem para algum sonho, ou seja, o papel da psicologia será emprestar sentido e significado a uma determinada doença. A atuação terapêutica será ofertar tempo e espaço para que a singularidade daquele indivíduo possa emergir e então a experiência em narrativa é transformada em nova passagem. (LOLI, 2007)


Olhar o SER em sua inteireza – corpo e marcas de sua história de vida é proporcionar um aprofundar em sua vida na sua totalidade. É dar existência, identidade. E facilitar o refletir quanto aos seus conflitos psíquicos.

Como dizia Buda, é preciso percorrer "o abençoado caminho do meio”.

Ser emocionalmente capaz de manter-se em equilíbrio e buscar um ponto de apoio que possa fazer com que a vida prossiga em direção aos propósitos, independentemente das dificuldades, deslizes ou desafios.


O que não podemos é desistir.

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